Sobre criar expectativas

Querida Dani,

Hoje nada aconteceu. Simples assim.

Sabe as conversas que você imaginou? Os olhares que vocês trocariam ou as indiretas (bem diretas) que vocês falariam… Nada disso aconteceu.

Nós dois agimos com o mais puro formalismo. Como se nada tivesse sido dito madrugadas adentro.

Dani, no meu dicionário particular, deveria significar “criar expectativa”. Já consigo até conjugar como verbo: “Não Dani para não se frustar!”. Sou a rainha disso, eu sei.

Muitas vezes eu me faço de autora de novela das 21h e crio planos e cenários dignos de premiações…

Eu sei que você já conheceu aquela pessoa interessante, rolou uma paixão logo de cara e inconscientemente você já tinha imaginado os dois praticamente casando e cozinhando panquecas de manhãzinha só de roupa íntima. O problema é que não faz nem 48 horas que você conhece a pessoa“. (leia o texto incrível/maravilhoso/tapa na cara/feito para mim aqui)

Só que dessa vez não foi TUDO fruto da minha imaginação. Sei que houve um fundo de verdade. Não me faça duvidar disso. Mas quando você age como se nada tivesse acontecido, eu começo a questionar minha sanidade e passo a achar que eu somente Dani outra vez.

Sobre criar expectativas

Não ter planos

Eu não faço a mínima ideia do que vai acontecer na minha vida a partir do ano que vem. Nenhuma ideia.

Durante os meus 21 anos eu sempre soube, mais ou menos, como estaria no ano seguinte, graças a escola. Pode ser uma obrigação chata muitas algumas vezes, mas foi ela o fio condutor da minha vida até aqui. Eu sempre soube o que o futuro próximo me reservava, mesmo que fosse em qual ano do colégio estaria.

E olha que coisa de tia velha: saber disso é tão confortante!

Eu sei disso porque, agora, esse conforto não me pertence mais. No fim do ano, eu me formarei na Universidade, sairei com um diploma de bacharel em Administração e sem noção alguma do que fazer com isso.

Como uma pessoa consumida pela ansiedade que sou, só me resta imaginar, imaginar, imaginar e ficar com medo. E esse é um medo novo. Como todos os medos novos, sufocante.

Querida Dani,

Devemos aprender a dar tempo ao tempo. O ano que vem está logo ali, à espreita. Ele vai acontecer no tempo certo e não temos NENHUM controle sobre isso. Querer que ele chegue logo para acabar com essa angústia, é inútil. Querer saber o que vai acontecer também é.

Vamos cuidar para que essa ansiedade não nos mate sufocadas?

Não ter nenhum plano é amedrontador. Afinal, tudo o que é desconhecido é assim. Mas também é libertador. Nada te prende. Você não tem planos, portanto poderá estar em qualquer lugar que escolher.

Não ter planos

Sobre viajar

Eu amo viajar!

Está aí uma frase dita por mim, e por muitos, várias e várias vezes. Quem não gosta de conhecer lugares novos? Pessoas novas, sabores novos, novas rotinas, caminhos novos… Tudo aquilo que está do outro lado do muro (ou mar ou estrada ou país ou cidade) nos excita, nos desperta curiosidade.

Fonte: http://startupbasecamp.org/blog/wanderlust-gene
Fonte: http://startupbasecamp.org/blog/wanderlust-gene

Mas hoje, voltando de uma viagem a trabalho (e ruim, diga-se de passagem), parei para pensar: “Por que mesmo eu gosto de viajar?”. Por que essa gana em pegar um avião rumo ao incerto, logo eu que gosto tanto de ter tudo sob controle?

As respostas-padrão que eu acabei de citar foram as primeiras a virem à mente. Entretanto, continuei a pensar e a me questionar… Afinal, para mim, o melhor lugar para pensar na vida é na estrada (seja ela terrestre, marítima ou aérea).

Cheguei a uma pseudo-conclusão que me  amedrontou. Eu viajo para fugir.

Fugir de mim, dos outros, dos problemas, das planilhas e projetos do trabalho, das disciplinas da faculdade, dos meus medos, das minhas expectativas, dos meus fracassos e esperanças… Eu viajo para fugir! Em um lugar novo, eu tenho tanto para descobrir, me preocupar e explorar que tudo aquilo que me assola no dia a dia fica distante e guardadinho na caixa “resolver depois”.

Querida Dani,

Será que isso é saudável? Uma fuga, a primeira vista, é um ato de covardia. Será? Somos covardes?

Só sei que estou contando os dias para fugir de novo.

Sobre viajar

Me representa #2

Me representa: são links que esbarrei por aí e não foram escritos por mim. Mas poderiam.

1) O terrorismo do status de relacionamento
http://www.casalsemvergonha.com.br/2015/05/25/o-terrorismo-do-status-de-relacionamento/

2) 14 perguntas que as gordas não se fazem, mas podem mudar sua vida
http://juromano.com/home/14-perguntas-que-as-gordas-nao-se-fazem-mas-podem-mudar-sua-vida

3) Zenpecils – um site com os quadrinhos mais fofos do mundo! (o meu preferido é o da Frida Khalo)
http://zenpencils.com/

4) Tips for the first time solo traveler
http://www.travelettes.net/tips-for-the-first-time-solo-traveler-2/

5) Se o amor da minha vida não chegar
http://lounge.obviousmag.org/de_repente_da_certo/2015/02/se-o-amor-da-minha-vida-nao-chegar.html

Me representa #2

Me representa #1

Me representa: são links que esbarrei por aí e não foram escritos por mim. Mas poderiam.

1) Eu sinto muito
http://karolpinheiro.com.br/fofuras/eu-sinto-muito/

2) Teoria das pessoas complexas
http://www.brasilpost.com.br/aina-cruz/teoria-das-pessoas-comple_b_7489582.html?ncid=fcbklnkbrhpmg00000004

3) E o medo de correr atrás dos nossos sonhos?
http://www.pequenosmonstros.com/2015/02/o-medo-de-correr-atras-dos-nossos-sonhos/

4) Saudade do que nunca vivi
http://www.casalsemvergonha.com.br/2015/06/10/saudade-do-que-eu-nunca-vivi/

5) Síndrome dos 20 e poucos
http://caiobraz.com.br/sindrome-dos-20-e-poucos-anos/

Me representa #1